Lendo uma entrevista de 23/11/2010 no UOL a Psicanalista Dra.Regina Navarro Lins, defende que no futuro teremos uma forma de comportamento onde os casais não se incomodarão ter outros parceiros. A colega se baseia no seu site que foi ao ar para instigar o comportamento das pessoas. A conclusão que ela chegou é que casamento, ou qualquer relação duradoura está para acabar. O pensamento da Dra.Regina esta aqui exposto, e peço ao caro leitor que emita sua opinião para que no final eu possa emitir a minha. Ela é autora do livro "A CAMA NA REDE" E DE MAIS DEZ LIVROS SOBRE O TEMA.
Vejamos o que ela nos informa:
"Ela é escritora e autora de dez livros. Especializada em sexualidade - e com ideias que geram controvérsia até entre seus colegas de profissão -, ela concedeu uma entrevista exclusiva ao UOL Estilo Comportamento sobre os seus dois novos livros: “A Cama na Rede – O que os brasileiros pensam sobre amor e sexo” e “Se eu fosse você...- Uma reflexão sobre as experiências amorosas” (Editora Best Seller). Ambos são baseados na pesquisa que ela fez durante nove anos no seu site, que esteve no ar de 2000 a 2009.
Regina Navarro Lins diz que estamos no meio de um processo de profunda mudança das mentalidades que se iniciou nas décadas de 1960/197070, com o advento da pílula anticoncepcional e todos os movimentos de contracultura do período. As mudanças são graduais. Em 2000, quando o site entrou no ar, as pessoas já eram bem mais livres do que nas décadas anteriores. Embora alguns placares sejam surpreendentes: por exemplo, o da pergunta “Você gostaria de fazer sexo a três?”, que eu imaginei que muitas pessoas responderiam sim, mas nunca pensei que o percentual chegasse a 77%. O anonimato facilita dizer o que se deseja e não se tem coragem de revelar aos outros. Nos últimos anos, mais casais passaram a frequentar casas de swing, onde fazem sexo com mais de uma pessoa.
Os relacionamentos virtuais estão contribuindo para a tendência de se amar mais de uma pessoa ao mesmo tempo. Quando alguém está num chat conversando, ou fazendo sexo, pode trocar de parceiro com muita facilidade. São apenas dois cliques no teclado. É claro que não é só isso; existem outros fatores.
O amor romântico, pelo qual a maioria de homens e mulheres do Ocidente tanto anseiam se caracteriza pela idealização do outro e traz a ideia de que você tem de encontrar alguém que te complete, sua alma gêmea. Esse tipo de amor prega a fusão total entre os amantes e a ideia de que os dois se transformarão num só. Agora, a busca da individualidade caracteriza a época em que vivemos; nunca homens e mulheres se aventuraram com tanta coragem em busca de novas descobertas, só que, desta vez, para dentro de si mesmos. O amor romântico propõe o oposto disso, na medida em que prega a fusão de duas pessoas. Ele então começa a deixar de ser sedutor. Um amor baseado na amizade e no companheirismo está surgindo. Haverá menos idealização e você vai poder perceber melhor o outro. O amor romântico está saindo de cena e levando com ele a sua principal característica: a exigência de exclusividade. Sem a ideia de encontrar alguém que te complete, abre-se um espaço para outros tipos de relacionamento, com a possibilidade de se amar mais de uma pessoa de cada vez, ou seja, o poliamor.
Os relacionamentos virtuais estão contribuindo para a tendência de se amar mais de uma pessoa ao mesmo tempo
De uma maneira geral, numa relação estável, as cobranças de “fidelidade” são constantes e é natural sua aceitação. Severa vigilância é exercida sobre os parceiros. Isso não adianta muito, já que, na realidade, todos são afetados por estímulos sexuais novos, vindos de outras pessoas que não os parceiros fixos. Esses estímulos existem e não podem ser eliminados. Mas o medo de ficar sozinho é tanto que é difícil encontrar quem reivindique privacidade e tenha maturidade emocional para aceitar que o desejo por outras pessoas, assim como a relação com elas, é absolutamente natural.
Acredito que num futuro próximo seremos mais livres para dar vazão aos nossos desejos e teremos plenas possibilidades de viver sem culpas. Talvez seja possível ter relações estáveis com várias pessoas ao mesmo tempo, escolhendo-as pelas afinidades. Quem sabe uma para ir ao cinema e teatro, outra para conversar, outra para viajar, uma parceria especial para o sexo, e assim por diante? A ideia de que um parceiro único deva satisfazer todos os aspectos da vida tem grandes chances de se tornar coisa do passado.
DEIXE SEU COMENTÁRIO SOBRE O ASSUNTO, ESTOU AGUARDANDO, VAMOS DESENVOLVER ESSA DISCUSSÃO.
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
domingo, 18 de julho de 2010
sábado, 17 de julho de 2010
CUIDADOS PÓS PARTO

Hoje a gravidez não é mais um problema. Antigamente as mulheres sofriam muito. Além da cultura de parir uma infinidade de filhos sem a mínima programação, elas passavam problemas pós partos sérios. Tudo por falta de uma orientação alimentar. Hoje temos acesso a uma orientação maravilhosa através do nutricionista. A alimentação balanceada e o que deve ser evitado na gravidez, e o que se deve comer enquanto está amamentando, é um tópico importantíssimo dessa orientação.
A mulher gestante não deve se deixar engordar demais, até por que, isso pode vir a prejudicar no momento do parto, provocando eclâmpsia, como pode levar o bebe a ter um aumento da sua glicose. Hoje tudo isso pode e deve ser evitado.
Em primeiro lugar a gestante tem que se informar com seu ginecologista se ela está apta aos exercícios físicos que vai desde a hidroterapia até a um pilates orientado para a gestação. Para isso o ginecologista precisa emitir um relatório permitindo a gestante fazer os exercícios indicados. Lógico que o acompanhamento multidisciplinar deverá ter um feedback de cada profissional, formando uma cosntante cadeia de informação entre si.
O pós parto a mamãe deve continuar com seu atendimento multidisciplinar até a suspensão da amamentação. Tudo isso o nutricionista deverá passar uma nova orientação alimentar para que a mãe amamente sem engordar e que seja saudável para o bebe.
Portanto, ficar grávida não é mais problema, isso é coisa do passado. A mulher que gestou poderá recorrer depois a uma correção do seu corpo, caso necessite, através da clínica de estética ou até mesmo de uma cirurgia plástica. O que não deve é ficar gorda e com sobras de gorduras evidenciando nas roupas e culpar tudo isso ao estado gestacional.
Caso a mamãe seja ansiosa, busque uma terapia para ajudá-la a gestar com segurança, saudável e feliz!
Portanto, geste com felicidade, para passar para o seu bebe o melhor, a vida com mais alegria é muito mais saudável.
segunda-feira, 12 de abril de 2010
COMPORTAMENTOS DIVERSOS
Ao assistir a novela "Viver a Vida", de Manoel Carlos, da Rede Globo de Televisão, podemos perceber ali expresso diversos tipos de comportamentos. Mas o que nos chama à atenção é que o escritor não dá uma folga para as mulheres. Todas sofrem ou causam sofrimentos. Homens cafagestes tem pra valer, se valendo de sua posição social, vira o lobo com roupa de cordeiro para engravidar, ou estraçalhar corações, como fez com o personagem de Helena(vivido pela atriz Thais de Araújo).
Sabemos que o sofrimento ainda é uma tocante na vida do ser humano, sei que ele ali retrata a pura realidade, mas o que queremos também é que mostre pessoas que fizeram da sua vida um marco de excelencia, como é o de Luciana a cadeirante (vivido por Aline de Moraes)a atriz se dá ao máximo para o personagem, mas a vemos num castelo de luxo com uma emfermeira 24horas e fisioterapeuta que vai em sua linda e espetacular residência. Ela se submete as sessões de fisioterapia num ambiente tão lindo que chega dar inveja, nem percebemos que é um sofrimento passar por todo aquele processo.
Apesar do autor ter colocado a personagem para subir num onibus, em um dos capítulos (diga-se de passagem nada tem haver com o personagem), pois se trata de uma pessoa rica e desprovida de todo sofrimento da busca de tratamentos nos órgãos públicos, o que vemos são as empresas de carro aproveitarem para fazerem seus merchardaising com carros de luxo que cola adesivo de flores cor de rosa. Enquanto a personagem estava fazendo fisoterapia, o carro estava exposto bem atras para que o público seja sensibilizado, que cadeirante braisleiro venha andar de Van chique que coloca adesivo. Isso é uma piada de mal gosto. Os cadeirantes sabem o que é sofrimento nesse país para pegar onibus, exercer uma profissão e não serem respeitados por uma população que excluem. Nada é adaptado para eles, e quando existe alguma adaptação não funciona, como é o caso dos degraus hidraulicos dos ônibus. O Fantástico mostrou a realidade brasileira frente a essas dificuldades, mas a novela trás a cadeirante feliz, sorrindo, vai casar com um médico, bonito e bem-sucedido. Que bom se tudo isso se desse com 50% dos cadeirantes!Mas sabemos que a realidade é outra.
Sabemos que o sofrimento ainda é uma tocante na vida do ser humano, sei que ele ali retrata a pura realidade, mas o que queremos também é que mostre pessoas que fizeram da sua vida um marco de excelencia, como é o de Luciana a cadeirante (vivido por Aline de Moraes)a atriz se dá ao máximo para o personagem, mas a vemos num castelo de luxo com uma emfermeira 24horas e fisioterapeuta que vai em sua linda e espetacular residência. Ela se submete as sessões de fisioterapia num ambiente tão lindo que chega dar inveja, nem percebemos que é um sofrimento passar por todo aquele processo.
Apesar do autor ter colocado a personagem para subir num onibus, em um dos capítulos (diga-se de passagem nada tem haver com o personagem), pois se trata de uma pessoa rica e desprovida de todo sofrimento da busca de tratamentos nos órgãos públicos, o que vemos são as empresas de carro aproveitarem para fazerem seus merchardaising com carros de luxo que cola adesivo de flores cor de rosa. Enquanto a personagem estava fazendo fisoterapia, o carro estava exposto bem atras para que o público seja sensibilizado, que cadeirante braisleiro venha andar de Van chique que coloca adesivo. Isso é uma piada de mal gosto. Os cadeirantes sabem o que é sofrimento nesse país para pegar onibus, exercer uma profissão e não serem respeitados por uma população que excluem. Nada é adaptado para eles, e quando existe alguma adaptação não funciona, como é o caso dos degraus hidraulicos dos ônibus. O Fantástico mostrou a realidade brasileira frente a essas dificuldades, mas a novela trás a cadeirante feliz, sorrindo, vai casar com um médico, bonito e bem-sucedido. Que bom se tudo isso se desse com 50% dos cadeirantes!Mas sabemos que a realidade é outra.
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
A FASE INTROJETORIA
ESTA E A INTRODUCAO DO MEU TERCEIRO LIVRO. LEIAM E ME DIGAM SE GOSTARAM. JÃ ESTOU NO QUARTO CAPITULO.
INTRODUÇÃO
Este é um livro que eu sonhava em fazer. Preocupada que sou em deixar para o mundo uma proposta mais justa para aqueles que vem a terra, estou me propondo a deixar registrado todo percurso -pelo menos o que dispomos na atualidade - para fazermos um estado gestacional de mais responsabilidade, sabendo que na formação desse ser será preciso boas propostas dos pais, desde a fase que esses se unem para realizar a gestação até a fase em que a criança se manifestará em adolescente e como adulta.
Escrever este livro me torna mais responsável e ao mesmo tempo mais feliz, pois sei que deixarei registrado o segundo livro do qual tem a finalidade da formação e criação dos seres que Deus nos confia.
Poucas pessoas dão valor à fase introjetória, que é a fase do zigoto até os sete anos de idade, quando o novo ser já está pronto para manifestar na adolescência e na fase adulta as suas qualidades ou dificuldades que lhe foram impressas ou desleixadas no momento de maior exigência e de participação dos pais.
Portanto, ao ler este livro, meu caríssimo leitor você possa se sensibilizar e buscar dar o melhor no momento em que estiver a gestar o seu novo ser. É um momento áureo, e por isso precisa ser de muita responsabilidade e de muito amor. Não é necessário ser somente pai e mãe, é urgente que se venha a participar de cada etapa e que nenhuma dela deixe brecha para um trauma ou má formação psicológica e até somática.
A necessidade de escrever este livro me veio em Lisboa, quando fui para uma especialização em psicoembriologia, que é a nova visão da Psicologia moderna, que trás através das imagens a certeza da participação do feto num EU GESTACIONAL de todo ambiente e a forma como expressa suas emoções em resposta ao externo. Esse era um mundo completamente desconhecido antes da tecnologia de ponta. Hoje podemos acompanhar todo desenvolvimento e todas as emoções produzidas pelo feto.
Portanto, espero que o leitor se sinta alertado para o momento de gestar, pois o que vemos são pessoas completamente descompromissadas desse momento tão especial e que requer um conhecimento de causa e de efeito. Lendo este livro, amanhã você não poderá dizer que errou por falta de conhecimento. Leia, perceba o que pode fazer de melhor para contribuir com a chegada de um ser que é completamente vulnerável a tudo que dermos. É nesse dar que será necessária toda sua atenção. Se der pouco amor e atenção, formará um caráter abandônico, e se der demais, sufocando, poderá emperrar o desenvolvimento de uma personalidade independente e forte para os embates da vida. O que você verá aqui é o chamado ‘caminho do meio’, tão defendido pelos indianos, que é o caminho do equilíbrio, é o caminho do amor verdadeiro. Quem ama tem a dosagem certa de dar e receber este amor.
Dra. Solange Meinking
CAPÍTULO I
O PRIMEIRO MOMENTO
Se você está pensando em fazer um filho, cuidado! Não pense que é tão fácil como pensa. Se você acha que fazer filho é só deitar com um homem e manter relações sexuais, está muito enganada. Refiro-me as mulheres dessa forma por que a gravidez está na mão delas. São as mulheres que dão o SIM para um estado gestacional. Portanto, é dela que se espera o equilíbrio para fazer desse momento o mais responsável possível.
Primeiro que filho não se faz sozinha, portanto, nada de fazer filho sem consentimento do companheiro. Ele precisa ser prestigiado nessa decisão, até porque, ele será o fator principal para a formação educacional, tanto quanto a presença materna. Eu sempre digo que o homem é o SOL da relação, ele tem que vir para iluminar e precisa ser respeitado na decisão de ser pai.
Na maioria dos casos de abandono dos homens no estado gestacional é devido a não participação dele nessa decisão, dessa forma se estabelece uma não aceitação a esse momento que o filho introjetará. Filho é coisa muito séria e vai exigir de todos muita dedicação e amor, e a parceria de pai e mãe será imprescindível para uma boa formação educacional para o futuro cidadão.
Portanto, o primeiro momento é a combinação entre o casal em decidir o estado gestacional, pois é dessa decisão que já nascerá a educação que vai influir no caráter e construção interior do futuro ser. Digo isso, porque, quando não se combina para que juntos possa vir a decisão de se ter um filho, o abandono por parte do homem será uma das causas que mais influenciará na desconstrução interior do novo integrante da família. A rejeição será explícita e com isso, o pai não contribuirá satisfatoriamente para a sua educação.
Assim, também, não deve a mulher engravidar só para agradar ao homem, ou até mesmo para agradar a sociedade, onde eu intitulo de filhos do ‘EGO’. São filhos só para mostrar que são reprodutores. Precisamos sair dessa concepção animal e prestarmos mais atenção no que realmente queremos no momento que estamos formando uma família.
Formar família é decidir juntos tudo, principalmente a quantidade de filhos e como vão criar em todas as circunstâncias que a vida se apresentar. Até porque, surpresas acontecem e precisamos nos preparar para elas. Como o casal irá enfrentar as deformidades que por ventura apareçam no bebe? E se nascer com alguma doença congênita e que vai exigir demais a atenção dos pais, como ficarão frente a isso? Portanto, o preparo para ser pai e mãe, deve nascer no diálogo constante entre o casal para deixar bem claro todas as situações que por ventura venham ocorrer.
Dialogue bastante sobre quantos filhos o casal está preparado para receber, quanto tempo vai dar para vir outro. A situação financeira para recebê-los, em que escola vão poder colocá-los, que médico pediatra vão poder escolher. Enfim, tudo que diz respeito a caminhada desse novo integrante.
Filho não é, e nunca foi brinquedo, eles pensam, crescem e o resultado refletirá no amanhã.
Então conhecer o futuro papai e a futura mamãe será de primordial importância para que tudo dê certo. Veja também quem serão os avós, os titios, primos, todos eles serão a parte da sociabilidade que a criança terá no seu convívio primeiro. Quando não se presta à devida atenção nas famílias, muitos problemas surgirão. Muitos deles iremos falando no decorrer deste livro.
Também está na moda a gravidez independente, como psicanalista não aprovo. Vejo que tem pessoas que se empenham a criar filhos sozinhos. Muitos até querem substituir uma das imagens, e esta comprovada que a imagem ‘materna e paterna’ é imprescindível e insubstituível. Ninguém, digo, ‘ninguém’, substitui pai e mãe. Existe um elo que é impressionante, é algo transcendental, que busca a sua identificação, a sua origem, não aceitando por completo o arranjo da substituição. Digo isso por ver resultados de filhos que tiveram uma das imagens substituída e que não se conformam em terem a mãe ou o pai distantes ou até mesmo desconhecidos.
Portanto, não pule etapas, namore, conheça e decida quando ter um filho. Tenha no momento certo e com a pessoa ideal, a que você escolheu para conviver e amar. Não se precipite, o momento certo deve ser o que inteligencialmente ‘vocês’ perceberam ser o melhor.
INTRODUÇÃO
Este é um livro que eu sonhava em fazer. Preocupada que sou em deixar para o mundo uma proposta mais justa para aqueles que vem a terra, estou me propondo a deixar registrado todo percurso -pelo menos o que dispomos na atualidade - para fazermos um estado gestacional de mais responsabilidade, sabendo que na formação desse ser será preciso boas propostas dos pais, desde a fase que esses se unem para realizar a gestação até a fase em que a criança se manifestará em adolescente e como adulta.
Escrever este livro me torna mais responsável e ao mesmo tempo mais feliz, pois sei que deixarei registrado o segundo livro do qual tem a finalidade da formação e criação dos seres que Deus nos confia.
Poucas pessoas dão valor à fase introjetória, que é a fase do zigoto até os sete anos de idade, quando o novo ser já está pronto para manifestar na adolescência e na fase adulta as suas qualidades ou dificuldades que lhe foram impressas ou desleixadas no momento de maior exigência e de participação dos pais.
Portanto, ao ler este livro, meu caríssimo leitor você possa se sensibilizar e buscar dar o melhor no momento em que estiver a gestar o seu novo ser. É um momento áureo, e por isso precisa ser de muita responsabilidade e de muito amor. Não é necessário ser somente pai e mãe, é urgente que se venha a participar de cada etapa e que nenhuma dela deixe brecha para um trauma ou má formação psicológica e até somática.
A necessidade de escrever este livro me veio em Lisboa, quando fui para uma especialização em psicoembriologia, que é a nova visão da Psicologia moderna, que trás através das imagens a certeza da participação do feto num EU GESTACIONAL de todo ambiente e a forma como expressa suas emoções em resposta ao externo. Esse era um mundo completamente desconhecido antes da tecnologia de ponta. Hoje podemos acompanhar todo desenvolvimento e todas as emoções produzidas pelo feto.
Portanto, espero que o leitor se sinta alertado para o momento de gestar, pois o que vemos são pessoas completamente descompromissadas desse momento tão especial e que requer um conhecimento de causa e de efeito. Lendo este livro, amanhã você não poderá dizer que errou por falta de conhecimento. Leia, perceba o que pode fazer de melhor para contribuir com a chegada de um ser que é completamente vulnerável a tudo que dermos. É nesse dar que será necessária toda sua atenção. Se der pouco amor e atenção, formará um caráter abandônico, e se der demais, sufocando, poderá emperrar o desenvolvimento de uma personalidade independente e forte para os embates da vida. O que você verá aqui é o chamado ‘caminho do meio’, tão defendido pelos indianos, que é o caminho do equilíbrio, é o caminho do amor verdadeiro. Quem ama tem a dosagem certa de dar e receber este amor.
Dra. Solange Meinking
CAPÍTULO I
O PRIMEIRO MOMENTO
Se você está pensando em fazer um filho, cuidado! Não pense que é tão fácil como pensa. Se você acha que fazer filho é só deitar com um homem e manter relações sexuais, está muito enganada. Refiro-me as mulheres dessa forma por que a gravidez está na mão delas. São as mulheres que dão o SIM para um estado gestacional. Portanto, é dela que se espera o equilíbrio para fazer desse momento o mais responsável possível.
Primeiro que filho não se faz sozinha, portanto, nada de fazer filho sem consentimento do companheiro. Ele precisa ser prestigiado nessa decisão, até porque, ele será o fator principal para a formação educacional, tanto quanto a presença materna. Eu sempre digo que o homem é o SOL da relação, ele tem que vir para iluminar e precisa ser respeitado na decisão de ser pai.
Na maioria dos casos de abandono dos homens no estado gestacional é devido a não participação dele nessa decisão, dessa forma se estabelece uma não aceitação a esse momento que o filho introjetará. Filho é coisa muito séria e vai exigir de todos muita dedicação e amor, e a parceria de pai e mãe será imprescindível para uma boa formação educacional para o futuro cidadão.
Portanto, o primeiro momento é a combinação entre o casal em decidir o estado gestacional, pois é dessa decisão que já nascerá a educação que vai influir no caráter e construção interior do futuro ser. Digo isso, porque, quando não se combina para que juntos possa vir a decisão de se ter um filho, o abandono por parte do homem será uma das causas que mais influenciará na desconstrução interior do novo integrante da família. A rejeição será explícita e com isso, o pai não contribuirá satisfatoriamente para a sua educação.
Assim, também, não deve a mulher engravidar só para agradar ao homem, ou até mesmo para agradar a sociedade, onde eu intitulo de filhos do ‘EGO’. São filhos só para mostrar que são reprodutores. Precisamos sair dessa concepção animal e prestarmos mais atenção no que realmente queremos no momento que estamos formando uma família.
Formar família é decidir juntos tudo, principalmente a quantidade de filhos e como vão criar em todas as circunstâncias que a vida se apresentar. Até porque, surpresas acontecem e precisamos nos preparar para elas. Como o casal irá enfrentar as deformidades que por ventura apareçam no bebe? E se nascer com alguma doença congênita e que vai exigir demais a atenção dos pais, como ficarão frente a isso? Portanto, o preparo para ser pai e mãe, deve nascer no diálogo constante entre o casal para deixar bem claro todas as situações que por ventura venham ocorrer.
Dialogue bastante sobre quantos filhos o casal está preparado para receber, quanto tempo vai dar para vir outro. A situação financeira para recebê-los, em que escola vão poder colocá-los, que médico pediatra vão poder escolher. Enfim, tudo que diz respeito a caminhada desse novo integrante.
Filho não é, e nunca foi brinquedo, eles pensam, crescem e o resultado refletirá no amanhã.
Então conhecer o futuro papai e a futura mamãe será de primordial importância para que tudo dê certo. Veja também quem serão os avós, os titios, primos, todos eles serão a parte da sociabilidade que a criança terá no seu convívio primeiro. Quando não se presta à devida atenção nas famílias, muitos problemas surgirão. Muitos deles iremos falando no decorrer deste livro.
Também está na moda a gravidez independente, como psicanalista não aprovo. Vejo que tem pessoas que se empenham a criar filhos sozinhos. Muitos até querem substituir uma das imagens, e esta comprovada que a imagem ‘materna e paterna’ é imprescindível e insubstituível. Ninguém, digo, ‘ninguém’, substitui pai e mãe. Existe um elo que é impressionante, é algo transcendental, que busca a sua identificação, a sua origem, não aceitando por completo o arranjo da substituição. Digo isso por ver resultados de filhos que tiveram uma das imagens substituída e que não se conformam em terem a mãe ou o pai distantes ou até mesmo desconhecidos.
Portanto, não pule etapas, namore, conheça e decida quando ter um filho. Tenha no momento certo e com a pessoa ideal, a que você escolheu para conviver e amar. Não se precipite, o momento certo deve ser o que inteligencialmente ‘vocês’ perceberam ser o melhor.
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